Lesão do Ligamento Cruzado Anterior em mulheres.

Aletas do sexo feminino podem desenvolver a lesão deste ligamento 2-8 vezes mais do que os homens.

Segundo uma pesquisa realizada na Universidade de Akron, os Genes são possíveis fatores de risco. As descobertas podem alterar a forma como as mulheres atletas recebem treinamento esportivo e tratamento para suas lesões e poderia levar a aconselhamento genético para a performance atlética.

A pesquisa investigou a influência dos genes e como eles podem afetar a estrutura ou a integridade desses ligamentos. Foram examinados 14 amostras cirúrgicas frescas do tecido ligamentar rompido tomadas de ambos os atletas femininos e masculinos, excluindo aqueles que haviam sofrido trauma direto do tecido. Após uma análise muito detalhada e extensa através de técnicas de microarray gene, descobriu-se 32 genes que foram expressos em graus muito diferentes nas lesões ligamentares do sexo feminino em comparação com os dos homens. (1- J. S. Johnson; et. al)

Dos 32 genes expressos, os pesquisadores analisaram atentamente três que deram origem a proteínas específicas relacionadas com a estrutura do ligamento e sua integridade. Descobriu-se também que todos os três genes reguladores da integridade do ligamento agiam de uma maneira muito diferente em comparação com o tecido de mulheres e homens.

As diferenças podem futuramente espressar fragilidade do ligamento cruzado anterior em mulheres, em comparação com os homens.

Esta pesquisa foi publicada no Journal of Bone & Joint Surgery.

A descoberta pode abrir novas discussões, primeiramente sobre a confiabilidade da aplicação desta regra para os pacientes em geral, ou se é aplicável para grupos específicos de pacientes.

Ainda não é possível mudar ou alterar genes, porém, uma vez que resultados mais expressivos da aplicabilidade clínica forem encontrados, é possível inserir jovens meninas futuras atletas, ou mesmo atletas de alto rendimento em programas de tratamento e treinamento para prevenir possíveis lesões.

Atualmente a Fisioterapia já possui pesquisas confiáveis de programas de tratamento para a prevenção das lesões do Ligamento Cruzado Anterior.

Quem sabe no futuro estes programas de tratamento irão se somar com aconselhamento genético, lançando mão de enzimas ou proteínas específicas para reforçar a integridade dos tecidos ligamentares.

1. J. S. Johnson, M. A. Morscher, K. C. Jones, S. M. Moen, C. J. Klonk, R. Jacquet, W. J. Landis. Gene Expression Differences Between Ruptured Anterior Cruciate Ligaments in Young Male and Female Subjects. The Journal of Bone & Joint Surgery, 2015; 97

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