Dor Cervical: tratamento para alívio instantâneo é possível.

A dor cervical é uma condição musculoesquelética comum, com uma prevalência de de 30% a 50% em 12 meses entre a população trabalhadora em geral. (Haldeman S. et al; Findingsfrom the bone and joint decade 2000to 2010 task force on neck pain and its associateddisorders. J Occup Environ Med.2010;52:424-427. http://dx.doi.org/10.1097/JOM.0b013e3181d44f3b)

Como conseqüência, a dor cervical é responsável por um grande número de visitas na fisioterapia.

A classificação de dor cecrvical mecânica comum em estudos clínicos é aquela que inclui pacientes sem uma causa patoanatômica identificável que relata dor exacerbada ao movimento e exclui pacientes com déficits neurológicos, dor de cabeça cervicogênica, e condições inflamatórias sistêmicas. (Childs JD. et al; Neckpain: clinical practice guidelines linked to theInternational Classification of Functioning, Disability,and Health from the Orthopedic Sectionof the American Physical Therapy Association.J Orthop Sports Phys Ther. 2008;38:A1-A34.http://dx.doi.org/10.2519/jospt.2008.0303)

O tratamento para estes pacientes tem sido investigado, porém não existe um consenso na literatura em um padrão-ouro para tratmento. (Korthals-de Bos IB. et al; Cost effectiveness of physiotherapy,manual therapy, and general practitioner carefor neck pain: economic evaluation alongside arandomised controlled trial. BMJ. 2003;326:911.http://dx.doi.org/10.1136/bmj.326.7395.911)

Uma abordagem para o tratamento conservador inclui mobilização cervical e manipulação vertebral. O potencial para complicações causadas por manipulação vertebral da coluna cervical, tais como lesão da artéria basilar, tem sido amplamente discutido na literatura. (Ernst E. Prospective investigations into thesafety of spinal manipulation. J Pain SymptomManage. 2001;21:238-242.)

Embora o risco de dissecção da artéria basilar foi relatada como sendo muito baixa ferramentas de triagem para identificar pacientes que estão em em risco de efeitos adversos seguem em investigação. (Rivett D. et al; Clinical Guidelines for Assessing VertebrobasilarInsufficiency in the Management of CervicalSpine Disorders. Available at: http://www.physiotherapy.asn.au/index.php/quality-practice/guidelines. Accessed November 1, 2010.)

(Carlesso LC. et al; Standardization of adverse event terminologyand reporting in orthopaedic physical therapy:application to the cervical spine. J OrthopSports Phys Ther. 2010;40:455-463. http://dx.doi.org/10.2519/jospt.2010.3229)

Com isso uma revisão sistemática foi publicada em 2011 no Journal of Orthopaedic & Sports Physical Therapy com o objetivo de determinar os efeitos da manipulação torácica da coluna sobre a dor, amplitude de movimento e função através de auto-relatos em pacientes com dor cervical mecânica.

Os resultados apontaram estimativas pontuais de tamanho de efeito para os escores de mudança de dor como sendo significantes para a avaliação global em todos os estudos (variação de 0,38-4,03), mas não conclusivamente significate na escala de amplitude final de rotação ativa da coluna (variação de 0,02-1,79). Estimativas pontuais de tamanho de efeito eram grandes entre todas as medidas de mudança de amplitude de movimento (variação, 1,40-3,52), e as estimativas pontuais tamanho do efeito dos escores de mudança entre os questionários funcionais (variação de 0,47-3,64) também indicaram um efeito significativo do tratamento. Observem todos os gráficos abaixo

Podemos concluir que: Manipulação vertebral da coluna torácica podem fornecer melhorias de curto prazo em pacientes com dor cervical mecânica aguda ou subaguda. No entanto estes resultados não podem ser generalizados.

Então, manipulemos a coluna torácica em pacientes com dor cervical, lembrando que o tratamento não é apenas esse, esse é o caminho para diminuir a dor em curto prazo.

Fonte:

Cross KM, Kuenze C, Grindstaff TL, Hertel J. Thoracic spine thrust manipulation improves pain, range of motion, and self-reported function in patients with mechanical neck pain: a systematic review. J Orthop Sports Phys Ther. 2011 Sep;41(9):633-42. doi: 10.2519/jospt.2011.3670. Epub 2011 Aug 31.

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